Taxa de condomínio: para onde vai o dinheiro?

Documentação
25 de junho de 2018

O valor pago mensalmente serve para a manutenção do residencial e de suas áreas comuns, incluindo também os salários dos profissionais e os demais serviços que necessitem de mão de obra especializada.

O que nem todo mundo sabe é pelo o que exatamente está pagando, ou seja, o que está incluído no valor do condomínio.

A fatura costuma ser detalhada, mas acaba passando despercebida pelo condômino no dia a dia.

Reunimos tudo que você precisa saber sobre este custo fixo e de grande importância no seu orçamento.

Quem paga pela taxa de condomínio

Todos os proprietários do residencial pagam por ele. O valor de todos os custos gerados pelo condomínio é dividido pelo número de unidades (casas ou apartamentos), gerando assim, o valor mensal da taxa.

As unidades ainda não comercializadas, ou seja, sem donos, são de responsabilidade do construtor, que é quem assume este compromisso.

Já as unidades que não têm moradores, como as de investidores que ficam responsáveis por seus custos: luz, gás, condomínio, dentre outras contas.

O que está incluído neste valor:

  • Água e gás, quando não são individualizados;

  • Equipe de limpeza e segurança;

  • Zelador – caso exista;

  • Fundo de obras – se tiver;

  • Fundo de reserva.

Quais as vantagens de pagar pela taxa de condomínio

Quanto custa a manutenção de uma casa com quintal, piscina, churrasqueira?

Qual valor de comprar frequentemente produtos de limpeza e de contratar mão de obra qualificada? Quanto vale a segurança e o conforto de receber visitas e até as correspondências?

A taxa de condomínio não é meramente um custo fixo no seu orçamento. Ele corresponde a toda segurança, conforto e praticidade que morar em um prédio ou condomínio fechado oferece.

Os custos de todos esses benefícios são rateados pelo número de apartamentos ou de casas, gerando um valor médio que, fatalmente, muito mais em conta do que o da manutenção de uma casa com metade desses serviços.

Quando o condomínio é caro demais

Alguns fatores podem onerar o valor do condomínio. Em geral, um residencial com menos apartamentos por andar é bem mais caro do que um com 4 apartamentos por andar. Quanto maior o número de moradores, mais leve fica o rateio. Mas não se engane: o grande vilão do condomínio é a inadimplência.

Quando o número de proprietários que não paga a taxa de condomínio é relevante, esse déficit tende a ser repassado aos demais moradores e isso acaba encarecendo as mensais.

Obras de reforma e benfeitorias também conhecidas como taxa extra, aumentam o valor mensal do condomínio, porém são pontuais, por um período determinado.

E este aumento é predefinido em assembleia, durante a reunião de condomínio.

E por falar em assembleia…

As reuniões de condomínios não é somente o cenário de calorosas discussões entre os moradores. Brincadeiras à parte, trata-se de oportunidades para discutir a melhor maneira de prover a manutenção do residencial, sobretudo, no que diz respeito a custos.

Fique atento às datas e participe sempre. Esteja ciente do que está acontecendo e sendo feito no seu condomínio. Algo que é muito importante para a valorização de seu patrimônio.

Quanto mais antigo o prédio, maior o valor do condomínio

Os empreendimentos novos têm a vantagem de não precisarem de consertos, reparos e obras.

Por um bom tempo, o valor da taxa de condomínio se resume a manutenção das áreas comuns e sua mão de obra.

Apartamentos antigos, naturalmente, podem ter maior necessidade de reparos e um acúmulo de dívidas com inadimplência que pode encarecer o valor das mensais. Atente-se a isso na hora de comprar um imóvel.

Não questione apenas o valor do condomínio. Entenda a que ele se refere. O que engloba e o que oferece em contrapartida para tirar as suas conclusões.

Quanto você paga de condomínio? Faz jus ao que o prédio oferece? Conta para a gente aqui nos comentários.

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